Luto

Faleceu hoje, no dia de Sto. Antônio, Sr. Antônio Bertolucci, 68 anos, ciclista experiente, com mais de 15 bicicletas de seu uso próprio , empresário e pessoa consciente . Em plena Av. Sumaré (proximidades), pista da direita, equipado e visível.

Mais uma vítima da inconsequencia de motoristas pouco capazes de dividir as ruas com todos meios de transporte e pedestres.

Responsável pelo ocorrido :Motorista de Ônibus, desrespeitando a legislação de trafegar a 1,5 m do ciclista. 

Estamos todos chocados pelo fato, mais um, envolvendo ciclistas urbanos dentro de uma cidade. Fica apenas o alerta que pode ser alguém próximo a você da proxima vez ! Mas próxima vez ? NÃO, por isso vamos nos manifestar ! Temos de fazer algo, mesmo que sem resultado, pois o fato não pode passar desapercebido, e se possivel impune novamente.

Haverá manifestação hoje no local ( Av Sumaré prox a praça Fracarolli), as 19 hs em soliedariedade a família. Soliedariedade também a nossa própria  familia mesmo, todos ciclistas.

Levem, flores, cartazes e qualquer coisa para que este fato nao passe impune e desapercebido.

Será montada uma ” Ghost Bike” no local, qualquer ajuda é bem vinda. Tinta, pincel, faixas, tudo será útil.

lembrando que :

-A prefeitura diz haver na av. Sumaré uma ciclovia, que realmente um dia houve, mas nenhuma sinalização é indicada quanto a ciclovia e seus acessos. Além disso é usada como pista de cooper pela população, além de estar totalmente sem manutenção e é totalmente inadequada para o transporte pessoal de bicicleta.

-Dos R$ 660 milhoes previstos pela CET em arrecadação de multas ZERO, vai para ciclovias.

-A CET não tem uma única emissão de multas sobre as seguintes infrações : ART 201  ( qualquer veiculo deve aguardar a distância de 1,5 m  ao passar e ultrapassar uma bicicleta ) e ART 202  ( infração gravissima, onde :”  deixar de  reduzir o veículo a velocidade  compativel com a segurança de trânsito” )

-Segundo o perfil de morte dos ciclistas em São paulo, 24% morrem em acidentes envolvendo ônibus, 51% sao do sexo masculino e 31% tem entre 50 e 50 anos.

-A prefeitura calcula por volta de 80 km de estruturas cicloviárias, porem destas apenas 20 km funcionam para transporte e deslocamento urbano, e 1,8 km foi removido em parelheiros por um ” mal entendido” da subprefeitura com ministério publico.

-Falta a a aplicação correta da lei 14.266 que cria infra estrutura para bicicleta na cidade, com ciclovias, ciclofaixas, faixas compartilhadas, estrutura para bicicletas em vias e paraciclos e bicicletários espalhados pela cidade.

-Dos 522 km de ciclovias para serem inauguradas efetivamente apenas 10 km foram realmente executados.

-Periodicamente a SMT deve realizar a reciclagem com motoristas de onibus e coletivos, publicos e particulares e taxistas sobre a convivencia harmonica e segura com ciclistas e pedestres.

Contamos com a presença de todos.

Só isso por enquanto. Infeliz dia hoje…. ( viso ressaltar que se trata de um desabafo pessoal, com opniões particulares )

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11 Comentários

Arquivado em bicicletada, bicycles

11 Respostas para “Luto

  1. Triste e revoltante!
    Sempre passo por esse trecho, e sempre sofro finas de “monstroristas”!

    Força para a família do Sr. Antonio!

  2. Isso tem que acabar! É um absurdo.

  3. Pingback: Não aceitamos mais nenhuma morte « Outras Vias

  4. renata rainho

    toda morte é triste.

    Mas só pra constar lá não é avenida sumaré, a avenida termina “longinho” dali, uns bons metros. lá se chama av paulo VI e na paulo VI tem ciclovia até a praça anterior a esta, a mammana (ou outro sobrenome parecido), mas na paulo VI tem motofaixa!

  5. Fabio

    Penso que o único jeito de mudar SP é deixar FUDER de vez. Mas FUDER de uma tal forma que a vida se torne IMPOSSÍVEL (não apenas insuportável como é agora, mas impossível) para toda a população, que então passará a reivindicar mudanças (quem tiver condição, vazará).

  6. que droga isso cara, vontade de pedalar sem capacete!

  7. Infelizmente já passei por um grave atropelamento numa avenida de Porto Alegre, por um coletivo que sequer parou, me deixando com o braço quebrado ao meio como um palito de fósforos! Há mais de 10 anos atrás! Sei que devemos continuar reclamar sobre nossos legítimos direitos, mas percebo que tudo passa, tudo passará! E apenas ficam para sempre as marcas naqueles que sentiram essa humilhante dor do descaso que se sofre no trânsito das cidades sem o cumprimento da lei, e muito menos da execução da punição aos maus. É muito triste mesmo, quando uma vida assim se vai!

  8. Pingback: Luto (via ) « Uma Sobrevivente

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